Consumo elevado de frutas vermelhas retarda declínio mental em mulheres

Envelhecimento cognitivo é adiado por até 2,5 anos entre mulheres que ingerem amora, morango e mirtilo na dieta

O consumo de grandes quantidades de frutas vermelhas pode reduzir o declínio mental em mulheres, de acordo com estudo realizado por pesquisadores do Brigham and Women's Hospital, nos Estados Unidos.

Os resultados sugerem que o envelhecimento cognitivo pode ser adiado por até 2,5 anos entre mulheres que consomem maiores quantidades de frutas ricas em flavonoides como amora, morango e mirtilo.

Os flavonoides são compostos encontrados em plantas que geralmente têm poder antioxidante e anti-inflamatório. Especialistas acreditam que o estresse e a inflamação contribuem para comprometimento cognitivo e que o aumento do consumo de flavonoides é capaz de minimizar esses efeitos nocivos.

Para a pesquisa, os cientistas recrutaram mais de 16 mil mulheres que responderam a questionários regulares sobre seus hábitos de saúde entre 1976 a 2001.

Eles descobriram que aquelas que comiam mais frutas vermelhas adiaram o declínio cognitivo em até 2,5 anos.

De acordo com os pesquisadores, mesmo tendo controlado para outros fatores de risco, não se pode descartar a possibilidade de que a cognição preservada nas pessoas que consomem mais frutas vermelhas também pode ser influenciada por escolhas de estilo de vida, como a atividade física.

"Nós fornecemos a primeira evidência epidemiológica de que essas frutas podem retardar a progressão do declínio cognitivo em mulheres. Nossos resultados têm significativas implicações para a saúde pública já que o aumento da ingestão de frutas vermelhas é uma mudança simples na dieta que pode proteger a cognição nas mulheres", afirma a líder da pesquisa Elizabeth Devore.