Dieta com baixo teor de fibras aumenta risco de doença cardiovascular em jovens

Adolescentes que não consomem fibras tendem a ter barrigas maiores além de níveis de fatores inflamatórios mais elevados no sangue, dois principais indicadores de risco para doença cardiovascular e diabetes. A descoberta é de pesquisadores da Georgia Health Sciences University, nos Estados Unidos.

Para o trabalho, a equipe liderada por Norman Pollock avaliou 559 adolescentes com idades entre 14 e 18 anos.

Eles descobriram quem, em média, os adolescentes consumiam cerca de um terço da quantidade diária recomendada de fibra.

Os resultados mostraram ainda que apenas cerca de 1% dos participantes consumiram a ingestão diária padrão de 28 gramas para mulheres e 38 gramas para homens. O estudo foi o primeiro a relacionar a ingestão de fibra com marcadores inflamatórios em adolescentes.

Compreender melhor as relações e os riscos de sedentarismo, dieta e obesidade em crianças e adolescentes é particularmente crítico no momento em que cerca de 1 em 3 jovens está com sobrepeso ou obesos.

Jovens que consumiam dietas com baixo teor de fibras no estudo eram mais propensos a ter mais gordura visceral encontrada dentro e em torno dos órgãos principais no abdômen. Eles também tenderam a ter níveis mais elevados de fatores inflamatórios, tais como células do sistema imunológico chamadas de citocinas, bem como os níveis mais baixos de adiponectiona de proteção, uma proteína secretada pela gordura que ajuda o uso da glicose pelo corpo e combate a inflamação.

De acordo com os pesquisadores, exatamente como a fibra ajuda a evitar algumas dessas consequências nocivas não está totalmente claro. As hipóteses incluem volume maior nas fezes levando o alimento digerido a gastar menos tempo no trato gastrointestinal, ou na capacidade da fibra para melhorar a sensibilidade à insulina, reduzindo potencialmente a adiposidade visceral.

Mais indiretamente, a fibra tende a acelerar a saciedade, diminuindo potencialmente total de alimentos ingeridos e o consumo calórico. Ela também pode ajudar a absorver e eliminar fatores inflamatórios.

"A mensagem é simples, os adolescentes precisam comer mais frutas, legumes e grãos integrais. Nós precisamos reforçar essas recomendações para aumentar a ingestão de fibras", conclui Pollock.